Carpe Tudem. Simples assim. Como você aprendeu nas aulas de literatura, lembra!? Carpe Diem! O Tudem é licença poética... Dá pra encarar, né? O blog vem da vontade de dividir. De contar pra quem quiser ouvir. O autor vem de Barra do Piraí, interior do estado do Rio. Hoje, vive na capital. A inspiração vem do título do blog, do Carpe Tudem. O Carpe Tudem... Ah, companheiro, isso vem de berço. Aproveite você também!
Conheço vários e diferentes casais Daqueles que se amam àqueles que não se aturam mais Enquanto uns brigam, outros vivem como iguais E todos têm suas histórias... Sejam lindas, sejam banais.
O casal mais lindo nem sempre está junto há um tempão Bom mesmo é o que vive cada momento como se fosse único Um homem e uma mulher que, inebriados pela paixão, Sejam capazes de curtir seu dia juntos como se fosse mesmo o último
Eles iam vadios pelas ruas e resolveram tirar uma foto oficial Que fizeram questão de dar aos amigos, fazê-los jamais esquecer Momentos assim não precisam necessariamente ter um final Momentos assim a gente devia levar juntos até morrer
Apaixonados ao longo dum sábado que não precisava acabar Eles davam risada até de quem não tinha graça Entre copos de pinga, ruas de pedras e histórias pra contar Amanheceram a dançar a dança deles no meio da praça
De olhos nos olhos, misturavam pitadas de paixão e saudade E se divertiam como loucos, numa festa à dois e à parte Mistura boa, receita que dá liga com tesão e vontade Não foi à toa que chegaram ao nosso ponto de encontro tão tarde...
Se é pra sempre ou se já acabou, só o destino dirá Foi um fim de semana em que todos éramos casais, mesmo em nossa solidão E aí eu fiz essas rimas só pra poder me lembrar Porque havia muito tempo que eu não via algo como Nat e Digão.
Chega aí, mas chega agora!
Venha pra ler um texto repleto de tiradas ruins, com um vinho barato e seu novo sorriso.
Conte meia-dúzia de piadas. Mesmo que eu já conheça, prometo rir...
Traga uma novidade qualquer, capaz de me fazer feliz por um segundo. Isso já basta.
Me tira um pouco dessa vida, vai. Que do jeito que tá, eu já não aguento mais!
Ele resolveu quebrar o silêncio com um “eu te amo” e frases assim não devem ser utilizadas nessas situações. Ele não a amava, mas sabia o que ela queria ouvir àquela hora. Dane-se ela! A partir do momento em que você cativa, torna-se responsável. E responsabilidade indesejada costuma sempre dar merda.
Só que ele não ligou mais... Ela esperava ao menos um telefonema, já que a noite havia sido bacana e terminara com a tal declaração. Olhos nos olhos e ele disse “eu te amo”, com todas as letras. Quem é capaz de não ligar no dia seguinte após uma cena assim?
A maioria das pessoas! Sério. Todo mundo consegue pensar em algo menos cafajeste para dizer na cama, mas, a partir do momento em que o que saiu foi mesmo um “eu te amo” sem nenhum significado prático, ok: a frase passa a funcionar como uma sentença qualquer e aí ninguém precisa se sentir culpado se, no dia seguinte, não amar tanto quanto na noite passada.
E eles não mais se falaram. Foram ao cinema hoje, que é domingo. Só que separados. Viram filmes diferentes.
"Você tem medo de quê?" Foi hoje de manhã, me peguei a pensar A vida tem mesmo muita coisa pra nos amedrontar Mas seu medo é pessoal demais pra um outro perceber
O medo é capaz de lhe impor limites que não há Um estado de alerta que pode minar sua felicidade É um sentimento comum que independe da idade E não precisa de motivo especial para se manifestar
Teu medo pode chegar assim, meio de supetão E te atrapalhar na conquista de algo que queira ter A gente sem saber se culpa a razão ou a emoção
Então você já sabe algo que não deve temer Seguir em frente pode ser a melhor solução Até porque seguir em frente só depende de você
Recebo um torpedo: "Me liga quando chegar em casa". Claro... Eu sempre ligo. Cheguei e liguei. - Oi. - Oi, lindinho. - Tudo bem? Como foi o dia? - Quero te ver hoje... - Tá... Pra onde vamos? - O de sempre. - Ok, ok. Estarei lá. Às dez. Dez da noite, chego à sinuca. Ela havia chegado antes e estava linda como sempre. Pegou nossa mesa predileta e parecia compenetrada em matar as bolas antes que eu chegasse... Ela sempre faz esse "esquenta" antes de jogarmos. Eu chego frio, mas sempre ganho.
Engraçado como ela mexe comigo quando joga. É interessante o ritual: ela traga o cigarro, passa giz no taco, abaixa sensualmente sobre a mesa, se concentra e dá uma tacada. Em geral não mata bola alguma... Seja como for, eu tenho essa coisa com mulheres jogando sinuca. Sabe? Ainda mais com ela. Acho que se ela jogasse bem, eu até me apaixonaria. Algumas partidas depois, saímos de lá. E nosso roteiro já não é segredo algum: sempre termina na casa dela... Tanto que eu já me sinto em casa lá também. Após a sinuca, a gente passa a noite juntos. Invariavelmente. Talvez eu nunca entenda como funciona esse negócio e o que é que a gente tem afinal. Mas, acho até bacana isso. Seja um torpedo ou um telefonema... É só ela resolver fazer contato que eu tenho alguém! Mesmo que seja só por uma noite, como costuma mesmo ser. Curto mais essa "sinuca" durante o inverno, claro. Já reparou como as pessoas sozinhas ficam carentes em maio e junho? É verdade! E aí, quem não sabe lidar com rolos sem compromissos, acaba assumindo namoros que duram muito pouco tempo. E se é pra ser assim eu ainda prefiro essa vida mesmo... Rolo é uma coisa que supre várias carências, muito embora seja totalmente incapaz de alimentar o coração.
Quando o riso dá lugar ao pranto
Atesta-se o fim de todo o encanto
E você, que jurava estar brotando amor,
Não entende por onde esvai aquele ardor
Depois de recitar seu verso predileto
Quando percebe que ela já não está por perto
Respira fundo, porque é hora de continuar
Respira fundo, que é pra não mais sufocar
Mas, a vida tem tanta cor quanto a aquarela
Pense melhor na sua; deixe de lado a dela
Porque a noite é uma criança que precisa de você
Vamos sair pra cuidar e você vai perceber
Fiz minha barba pra agradar gente a esmo
Que de cortinas fechadas é tudo comigo mesmo
Dizem por aí: “o show tem que continuar”
E se eu estou aqui, é pra não deixar ele acabar
Vivo escutando que o tempo é o melhor dos remédios. Inclusive, um dos melhores textos que li na vida, versa sobre o tempo: Depois de Algum Tempo. É atribuído a William Shakespeare, só que eu não costumo acreditar nessas assinaturas que circulam na internet (até porque já vi texto meu creditado à gente muito boa...). Seja lá quem for o autor, Depois de Algum Tempo explora brilhantemente algumas das dicotomias que a gente experimenta conforme vai aprendendo com a vida... Ainda assim, existem outras que a gente não costuma ler toda hora por aí. E que a gente acaba por experimentar de vez em vez. Então, hoje eu escrevi:
Eu juro, vou mentir se disser que tudo aprendi Que não existem lições novas frente a tudo que vivi A graça de estar aqui é renovar todas as experiências Para o tempo ensinar, um pré-requisito é ter paciência
E deve-se entender que não há nada assim fácil de decifrar Para ter amor, sucesso ou respostas, tem mesmo é que tentar Já que nenhuma verdade é absoluta ou pré-estabelecida Você precisa se render e entender que só se aprende é com a vida
O tempo todo, essa professora teima por ensinar Quando você acha que domina o jogo, ela vai te derrubar Aí, a gente baixa a cabeça, depois se vê um "grão de areia" E se põe disposto a aprender tudo de novo, sem teima
Essa semana, veja você, a aula recomeçou do zero pra mim Engraçado como as lições vêm do nada, de um jeito assim Mas, essa é a única forma que o tempo tem de me fazer entender Que, enquanto ele passar, a vida será capaz de me surpreender.