Eu, o meu tempo e as lições que a vida dá...
Vivo escutando que o tempo é o melhor dos remédios. Inclusive, um dos melhores textos que li na vida, versa sobre o tempo: Depois de Algum Tempo. É atribuído a William Shakespeare, só que eu não costumo acreditar nessas assinaturas que circulam na internet (até porque já vi texto meu creditado à gente muito boa...). Seja lá quem for o autor, Depois de Algum Tempo explora brilhantemente algumas das dicotomias que a gente experimenta conforme vai aprendendo com a vida... Ainda assim, existem outras que a gente não costuma ler toda hora por aí. E que a gente acaba por experimentar de vez em vez. Então, hoje eu escrevi:
Eu juro, vou mentir se disser que tudo aprendi
Que não existem lições novas frente a tudo que vivi
A graça de estar aqui é renovar todas as experiências
Para o tempo ensinar, um pré-requisito é ter paciência
E deve-se entender que não há nada assim fácil de decifrar
Para ter amor, sucesso ou respostas, tem mesmo é que tentar
Já que nenhuma verdade é absoluta ou pré-estabelecida
Você precisa se render e entender que só se aprende é com a vida
O tempo todo, essa professora teima por ensinar
Quando você acha que domina o jogo, ela vai te derrubar
Aí, a gente baixa a cabeça, depois se vê um "grão de areia"
E se põe disposto a aprender tudo de novo, sem teima
Essa semana, veja você, a aula recomeçou do zero pra mim
Engraçado como as lições vêm do nada, de um jeito assim
Mas, essa é a única forma que o tempo tem de me fazer entender
Que, enquanto ele passar, a vida será capaz de me surpreender.
Posted at 03:04 pm by
Flavinho